Um mestre duplo do século XXI desperta em um corpo no passado. Sem anel mágico, sem sistema, sem velho mentor de barba branca, sequer possui lembranças deste novo mundo... Maldito destino, começar sem nada, nem ao menos saber quem se é, como sobreviver assim? Com o estômago roncando de fome e o coração tomado de frustração, Tang Ning não resiste e ergue o dedo médio para o céu: “Maldito...” Nesse instante, algo vem voando do além e acerta-o em cheio na testa. Abraçado a uma bola de seda vermelha, antes de desmaiar, só consegue pensar: “Que desgraçado encheu a bola de pedra!” Ao abrir os olhos novamente... Uma criada sorri encantada: “Senhor, a senhorita o aguarda!” Uma jovem de traços delicados lhe dirige um olhar sereno: “Marido, minhas saudações!” Grupo de leitores: 686508501 Observação: Este livro não é um romance histórico sério, aproveite com leveza e não leve tudo ao pé da letra!
“Venham ver, venham olhar!”
“Pães cozidos no vapor, fresquinhos, acabados de sair!”
“Senhores, não fiquem aí fora, entrem para se divertir um pouco...”
A rua movimentada era tomada por lojas alinhadas, barracas ocupavam ambos os lados do caminho, os pregões ecoavam de todos os cantos, e o vai e vem das pessoas compunha uma cena vibrante e animada.
Num beco sombrio e discreto dentro da cidade, alguns mendigos encostavam-se desanimados à parede.
O sol do meio-dia era implacável; sentar-se ao ar livre para pedir esmolas era como assar o próprio corpo, então só sairiam para mendigar quando o tempo esfriasse um pouco, dali a cerca de uma hora.
No fundo do beco, jazia uma pessoa deitada de lado.
Era um jovem, o rosto pálido, vestindo uma túnica simples, imóvel há já várias horas.
Os mendigos lançavam-lhe olhares de vez em quando, entre conversas despretensiosas.
“Que coisa... Não sei quem foi, mas bateu para valer...”
“Foram mesmo pesados, mas também, esse estudante parece tão frágil, não aguenta nada... Já está aí deitado há horas, será que vai sobreviver?”
“Se amanhã ele ainda não acordar, não podemos mais ficar nesse beco, vai que a polícia descobre e jogam a culpa na gente...”
...
Um ruído distante e constante martelava os ouvidos de Tang Ning, sem que ele conseguisse distinguir palavras, apenas um incômodo que lhe agitava o espírito. Tentou tapar os ouvidos, mas percebeu que não conseguia.
Sua mente estava mais lúcida do que nunca, mas não tinha controle sobre o próprio corpo, nem sequer para