Naquela noite em que o salvador do mundo bruxo deveria ter nascido, Harry Potter sucumbiu ao feitiço imperdoável. O homem cujo nome quase nenhum bruxo britânico ousava pronunciar recuperou, através de um horcrux, a inteligência e a ambição que sempre lhe pertenceram. A escuridão envolveu completamente a ilha da Grã-Bretanha. Os bruxos passaram a ser rigorosamente divididos por linhagem, e os puro-sangue mantiveram firmemente o poder destinado aos que ocupam o topo, enquanto aqueles chamados de sangue-ruim passaram a viver toda a vida subjugados, tão humildes quanto a terra sob os pés dos outros. O Ministério da Magia, que deveria ser justo, tornou-se refúgio de malfeitores; o castelo, que deveria transmitir conhecimento, tornou-se um lugar de opressão. Em meio a esse tempo sombrio, Jon Green, vindo de outro mundo, foi conduzido à verdadeira carruagem do exílio que carregava o nome de Hogwarts... ——————————— Já há duas obras finalizadas de excelente qualidade, cada uma com mais de um milhão de palavras. Qualidade garantida, seja bem-vindo ao universo!
A qualidade do ar em Londres, no ano de 1991, era realmente medíocre.
Mesmo após mais de um ano neste novo mundo, Jon ainda não se habituava ao céu um tanto acinzentado, mesmo em dias de sol. Aqui, sua identidade era a de um órfão acolhido por um orfanato.
Mas, como em milhares de histórias, Jon aparentava ser apenas um menino comum de onze anos, embora abrigasse uma alma vinda do século XXI.
Em sua vida anterior, Jon era um jovem recém-ingresso no mercado de trabalho. Certo dia, a caminho do emprego, presenciou um acidente envolvendo uma motocicleta elétrica: tanto o condutor quanto o pedestre, ambos jovens como ele, caíram tragicamente no rio ao lado da rua.
Jon, confiando em suas habilidades de natação, não ficou indiferente; tirou o casaco e preparou-se para socorrê-los. Contudo, ao abraçar um dos jovens e tentar nadar de volta à margem, seu tornozelo ficou preso em plantas aquáticas, o que o fez ter câimbras na perna. No fim, não apenas não conseguiu salvar ninguém, mas acabou sacrificando a própria vida.
Felizmente, o destino não lhe foi completamente cruel. Quando Jon recobrou a consciência, já estava numa enfermaria britânica, transformado em Jon Green, um menino de nove anos abandonado pelos pais e acolhido por um orfanato.
Segundo os médicos, ele sofrera um forte impacto na cabeça, resultando em concussão cerebral.
Ao acordar, Jon havia herdado apenas o talento linguístico instintivo do corpo original, nenhuma memória além disso. A concussão serviu como desculpa perfeita para sua amnésia, afinal, mesmo nos anos vinte do