Como a noiva descartável do protagonista masculino, Su Tang renasceu três vezes. Ela tentou começar rompendo o noivado; tentou reprimir o casal protagonista; e também tentou virar amiga íntima da heroína, ajudando o protagonista masculino… Mas foi inútil! Tudo foi inútil!! Sendo apenas um degrau, não importava o quanto lutasse, ela nunca escapava do destino de ver a família inteira ser tragicamente destruída. Em mais uma reencarnação, ainda renascida no momento do nascimento, Su Tang desistiu de lutar. De qualquer forma, ela ia morrer. De qualquer forma, não passaria dos dezessete. Então por que continuar se debatendo? Melhor viver como um peixe salgado e deixar a vida levar. Mas ela não esperava que toda a família de figurantes, grandes e pequenos, fosse capaz de ouvir sua voz interior: [Ah, mãe, o terceiro irmão está em perigo! Só porque descobriu os podres de uma criada traiçoeira, ela já vai afogá-lo na água. Que pena que eu não consigo falar, uuu… Como faço para contar à minha mãe e fazê-la ir salvar o terceiro irmão?] A Senhora Su: ! [Minha tia, esse homem de cara bonita e aparência respeitável não pode ser casado! Na família dele ainda existe uma amiguinha de infância que ele não pode expor, e se você se casar com ele vai acabar criando o filho bastardo da rival amorosa. É uma perda total, um genuíno péssimo negócio!] A Tia Su: ! [Meu querido irmão mais velho, fique longe da filha do assistente do Ministério dos Ritos! Para esconder a origem dela, ela até seria capaz de matar os próprios pais biológicos. Uma cunhada dessas eu não ouso ter por perto, morro de medo de acordar um dia sem a cabeça!] O Irmão Mais Velho Su: ! … [Ah, no fim das contas, eu mesma sou só mais um destino de figurante! Já renasci três vezes e ainda assim não consegui vencer o casal protagonista; por que me preocupar tanto? Esquece, vou só beber leite e ficar deitada sem fazer nada.] Toda a família: ! Quem ousar fazer mal à minha queridinha filha/sobrinha/irmã, eu brigo até a morte com essa pessoa!
A cada chuva de outono, o frio se faz sentir mais. Uma garoa persistiu por meia quinzena, envolvendo toda a capital imperial em uma névoa cinzenta e monótona, arrastando consigo o humor das pessoas. Mas na Mansão do Marquês de Jinyang, reinava a alegria.
“Parabéns, senhora, finalmente seu desejo foi realizado. É uma menina”, anunciou a parteira, sorridente, enquanto lavava delicadamente a recém-nascida e a envolvia num pequeno manto bordado com votos de descendentes prósperos.
A marquesa de Jinyang, que já dera à luz três filhos, desejava uma filha há tempos—a cidade inteira sabia disso. Desta vez, a sorte enfim lhe sorrira; não restava dúvida de que as recompensas seriam generosas.
E de fato—
“É mesmo uma menina? Tragam-na depressa para que eu veja!”
Mesmo exausta pelo parto, a marquesa recobrou o ânimo ao receber nos braços o embrulho. Confirmando o sexo do bebê e fitando o rostinho tenro da filha, sentiu o coração desmanchar-se em doçura.
“Minha joia preciosa, mamãe esperou por ti dia e noite, e finalmente chegou o momento.”
“Mãe Lin, espalhe a notícia: hoje é dia de grande júbilo na mansão, todos receberão dois meses extras de mesada... E quanto à parteira, também merece uma generosa recompensa!”
Após dar ordens de cima a baixo, a marquesa, ainda convalescente, não sentia cansaço algum. Os olhos pareciam não bastar para contemplar tanto encantamento; não conseguia largar o embrulho, aninhando a filha com um carinho sem fim.
Tal como sua mãe, a pequena Su Tang também estava em êxtase. Contudo, recém-nascida, com os