[Mulher forte + leitura viciante + casal puro + sistema + sem enrolação] Uma assassina do século XXI atravessa para a antiguidade e, por acidente, toma à força um belo príncipe herdeiro em nome da dona original do corpo. Pensando em vestir a roupa e fingir que nada aconteceu, ela descobre que o avô desta vida é justamente o parente de sua vida passada, mas ele não viverá por muito tempo. Para prolongar a vida do avô, Ye Xiaojin firma um contrato com um sistema de extensão de vida e cria raízes na Dinastia Da Ying. Desastres naturais, calamidades humanas, vingança pelo extermínio da família... Da sobrevivência ao lado dos aldeões em meio à fome até se tornar a mulher mais nobre do mundo. Matar bandidos das montanhas, punir oficiais corruptos, enfrentar o primeiro-ministro traiçoeiro, eliminar a imperatriz envenenada, derrotar o país inimigo! Ao longo dessa jornada, o belo príncipe herdeiro permanece ao seu lado, protegendo-a. Ela mata, ele entrega a lâmina; ela põe fogo, ele derrama óleo... Com o mundo finalmente unificado, para o resto da vida ela só quer ser a queridinha no coração do príncipe herdeiro.
Era isso a tal surpresa de que o mensageiro do além falara?
Tinham-lhe arranjado um homem?
Na escuridão, Ye Xiaojin despertou aos poucos. Com os olhos lentamente abertos, valeu-se da fraca luz que entrava pela janela para distinguir, de modo turvo, a figura diante de si.
Os traços do rosto mal se viam nas sombras, restando apenas um contorno de linhas firmes e marcadas.
Após anos de andanças por toda parte e de ter visto incontáveis homens, Ye Xiaojin ousava afirmar: aquele era, sem dúvida, um homem de ossatura e feições notáveis.
Hum, essa atribuição, de fato, lhe agradava bastante.
Mas, ao varrer novamente o aposento com o olhar, curvou os lábios com certa decepção.
O ambiente era péssimo; a casa, extremamente rudimentar; e o serviço, lamentavelmente insuficiente. Ela estava muito mal, com a boca seca, o corpo inteiro em brasa, uma sensação abrasadora e indescritível que a deixava desconfortável ao extremo.
Se o submundo conseguira até lhe arranjar um homem, por que não um copo d’água?
Atendimento digno de crítica.
Maldito fosse aquilo. A sensação de vertigem, de ser torrada por inteiro e, ao mesmo tempo, devorada por incontáveis formigas, era insuportável.
Que situação era aquela?
Em pouco tempo, já não teve ânimo para pensar, arrastada por um desejo violento e inominável.
Na escuridão, os olhos do homem se abriram de súbito. Ao ver a mulher aprontando-se daquele modo, sua voz desceu fria e grave:
— Solta. Você... quer morrer?
Ye Xiaojin hesitou por