Su Yi atravessou para a dinastia Tang e abriu uma casa de bebidas. A imperatriz Wu Zetian, que saía em visita incógnita, vinha com frequência tomar chá. A imperatriz: “Irmão Su, como você avalia o soberano de hoje?” Su Yi: “A imperatriz de hoje é mesquinha, de temperamento explosivo!” A imperatriz: “...” A imperatriz: “Irmão Su, o que você acha de mim?” Su Yi: “Você? Peituda e sem cérebro, simples demais. Se eu a trouxesse para casa como esposa, eu até aceitaria com alguma relutância!” A imperatriz: “...” Um mês depois! Su Yi: “Quê? A imperatriz emitiu um decreto para me tomar como consorte imperial? Tch! Eu, um homem de sete pés de altura, como poderia...”
Naquela época, na Grande Tang, no primeiro ano da Era da Virtude Confirmada.
Nos arredores de Chang'an, à beira da estrada oficial, havia uma casa de chá.
Sim, o nome da casa de chá era justamente Casa de Chá Há Uma.
Um rapaz de roupas brancas, com os cabelos negros como tinta presos por uma fita de seda prateada, estava deitado numa cadeira de vime, de olhos cerrados.
Parecia ter apenas dezesseis ou dezessete anos; os traços eram belos, o porte era refinado, e o mais raro de tudo era a pele, tão alva e translúcida como jade, emanando um leve brilho branco. À primeira vista, até muitas mulheres sentiriam vergonha de si mesmas.
Dois homens ergueram a cortina da porta e entraram.
À frente vinha um homem de vermelho, com o cabelo preso por uma faixa de jade; vestia-se com amplas roupas encarnadas, de mangas largas, tão vivas quanto fogo, enquanto o outro trazia vestes brancas, como nuvens puras no céu.
O homem de vermelho tinha o aspecto de um jovem de grande família, com um ar digno e frio.
A pele, tão cristalina que já não havia palavras suficientes para descrever sua delicadeza e brilho, parecia à distância estar a emitir luz, como se tivesse sido talhada de jade perfeito.
Ao lado desse nobre cavalheiro vinha outro homem, trajado como letrado, de porte fresco e elegante, como uma nuvem branca que se desprende do rolo.
— Ora, então é o irmão Mingkong e o irmão Shangguan que chegaram.
Ao ver os dois, Su Yi sorriu e se levantou da cadeira de vime.
O homem de vermelho chamava-se Mingkong, e o de bra