Por um acaso do destino, o pequeno funcionário Song Li Hai acabou fazendo amizade com a esposa do chefe; pressionado por ela, foi obrigado a se tornar secretário do chefe, e assim teve início um grande jogo...
No hotel, sob a luz suave, a mulher que estivera de costas para Song Lihai começou, enfim, a despir-se lentamente.
A pele era branca como neve, o corpo alto e esguio; embora o rosto ainda lhe escapasse, a silhueta, talhada com precisão, desenhava curvas tão belas que pareciam uma pintura de paisagem de rara perfeição.
Ao vê-la tirar a roupa, Song Lihai engoliu em seco por instinto. O olhar subiu desde os pés até as costas da mulher, inquieto e faminto, a ponto de ele esquecer até de dar um passo em sua direção.
“Vamos começar”, disse ela, como se tivesse tomado uma decisão, sem se virar para Song Lihai.
Ele já não conseguia se conter. Correu até ela, ergueu a mulher nos braços e, de impulso, caiu sobre a cama.
Quando ela se voltou de frente para ele, os olhos, límpidos como água de nascente, estavam repletos de gelo; no canto deles, lágrimas caíam uma após a outra, como um mar rompido que se derramasse sem freio.
Song Lihai era daqueles que mais não suportavam ver uma mulher chorar. Entrou em pânico num instante e, ao tentar enxugar-lhe as lágrimas, foi repelido por ela.
“Você... não quer?”, perguntou ele, interrompendo o que ia fazer. Por mais meses que estivesse sem tocar em mulher, ainda assim não conseguiria agir se ela o fizesse sem vontade.
Mas, naquele momento, a mulher ergueu a perna e o chutou para fora da cama. Ao mesmo tempo, sua voz rasgou o quarto num grito de fúria: “Sai daqui! Se não sair, eu chamo a polícia!”
Que mulher irracional!
Ela era alguém que Song Lihai conhecera num jantar. Tinha sido ap